Indução da ovulação

Tratamentos de fertilidade

A ovulação é necessária para poder engravidar. No entanto, o ciclo menstrual/ovulatório é extremamente sensível e pode ser facilmente perturbado. Problemas relacionados com a ovulação são muito comuns e sozinhos são responsáveis por cerca de 25% dos casos de infertilidade feminina.1

O que é a indução da ovulação?

Estimulação ovárica e indução da ovulação são dois processos diferentes que podem ser necessários para diferentes mulheres durante o tratamento de fertilidade. 

A estimulação ovárica é utilizada para desenvolver e maturar múltiplos óvulos (também chamados ovócitos). Isto garante que a equipa de fertilidade tem a possibilidade de escolher o óvulo de melhor qualidade para prosseguir com o tratamento de PMA, pois nem todos os óvulos têm a mesma qualidade.1,2

A indução da ovulação é utilizada para induzir a maturação e a ovulação dos folículos para que pelo menos um óvulo seja libertado. O óvulo pode então ser fecundado naturalmente no corpo, por meio de relações sexuais, ou através de técnicas procriação assistida como a inseminação intrauterina (IIU).

Quando é que a indução da ovulação é necessária?

Algumas mulheres não ovulam (anovulação) ou ovulam irregularmente (oligoovulação). Isto pode-se dever a muitos fatores, incluindo:1

  • Desequilíbrios hormonais
  • Ovários poliquísticos (SOP/PCOS)
  • Excesso de peso ou peso a menos
  • Exercício físico demasiado frequente/excessivo

Com alguma frequência, a ovulação pode ser conseguida utilizando apenas medicamentos, não sendo necessárias técnicas de procriação assistida, como FIV e ICSI. Dependendo da mulher, pode-se utilizar citrato de clomifeno ou gonadotropinas para ajudar a iniciar a ovulação:

  • Citrato de clomifeno — Utilizado geralmente como primeiro tratamento1 
  • Gonadotropinas — Tratam-se de medicamentos mais complexos que podem ser dados a algumas doentes que necessitam de uma estimulação ovárica mais eficaz caso, por exemplo, o citrato de clomifeno não tenha tido efeito1

Para garantir que os ovários da mulher não libertam os óvulos demasiado cedo, o médico pode receitar medicação hormonal para suprimir o ciclo menstrual natural.1 (Consulte a secção sobre o controlo do ciclo abaixo.)

Tratamento

Tratamento com citrato de clomifeno

Se a mulher não tiver feito nenhum tratamento de fertilidade anteriomente, ou se tem ovários poliquísticos, é provável que o seu médico receite o medicamento citrato de clomifeno.3 Trata-se de um comprimido tomado por via oral durante 5 dias no início do ciclo menstrual para estimular o crescimento dos folículos. Estimula o cérebro a produzir a hormona libertadora de gonadotropinas (GnRH), promovendo a libertação da hormona folículo-estimulante (FSH) e da hormona luteinizante (LH).1,4 Estas hormonas estimulam os folículos para crescerem e libertarem óvulos.

Os efeitos secundários do citrato de clomifeno incluem afrontamentos, dores de cabeça ou visão desfocada, oscilações de humor, sensibilidade mamária e náusea.1 Uma vez que o citrato de clomifeno estimula o crescimento dos folículos/óvulos, há uma maior probabilidade de desenvolver quistos nos ovários e de ter gémeos.1

Dependendo da sua resposta ao citrato de clomifeno, o seu médico pode querer falar consigo sobre outros medicamentos de fertilidade, como gonadotropinas.1

Tratamento com gonadotropinas

As gonadotropinas são hormonas produzidas naturalmente no corpo da mulher. Os tratamentos com gonadotropinas consistem em injeções destas hormonas para promover a estimulação ovárica com a maturação e libertação dos óvulos.

As injeções de FSH são administradas no início do ciclo menstrual, geralmente durante cerca de duas semanas.1 Estas estimulam os ovários a desenvolver e amadurecer vários folículos. Injeções de LH podem ser administradas juntamente com FSH para reforçar a estimulação e amadurecimento dos óvulos. Quando os óvulos já estão em fase final de maturação, a maioria das mulheres recebe uma injeção para indução de ovulação com gonadotropina coriónica humana (hCG) de forma a desencadear o processo.1 Isto estimula os ovários a concluir a maturação e induzir libertação dos óvulos.1

Os testes de gravidez medem o nível de hCG na urina ou no sangue; por este motivo, é importante fazer um teste de gravidez apenas quando aconselhado pelo seu médico e nunca antes, pois o teste pode detetar a hCG de uma injeção anterior e exibir um resultado ‘falso positivo’.1

Uma vez que as gonadotropinas são geralmente mais eficazes do que o citrato de clomifeno, existe um risco acrescido de:1

  • Síndrome de hiperestimulação ovárica (OHSS) — uma condição caracterizada pelo desenvolvimento de muitos folículos. A OHSS é normalmente detetada rapidamente, mas cerca de 2% das mulheres podem precisar de ser hospiltalizadas para receberem ajuda
  • Gravidez múltipla — gémeos ou trigémeos até pode parecer um cenário apetecível, mas gravidezes múltiplas podem acarretar sérios riscos de saúde, tanto para a mãe como para os bebés

Controlar o ciclo

No caso de se desenvolverem muitos folículos, o seu médico pode tomar medidas para evitar a ocorrência de uma gravidez múltipla, controlando o ciclo de tratamento. Esta abordagem chama-se "down regulation". 

Existem dois tipos de medicamentos utilizados para controlar o ciclo: agonistas ou antagonistas. Ambos são eficazes e o especialista indicará qual é o melhor para cada caso individual.1

E a seguir?

Inseminação intrauterina (IIU)

Descubra o que é necessário para engravidar por IIU

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Estimulação ovárica

Leia sobre os medicamentos associados a este importante procedimento de PMA

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Referências
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